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O PARADOXO MORTE E VIDA

O PARADOXO MORTE E VIDA

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Enterramos os mortos com uma sensação de que um dia estaremos na mesma condição. Morrer é um sinal de impotência diante da vida. Não somos senhores de nós mesmos. A dolorosa despedida nos coloca numa posição de sujeitos frágeis. Para uns ela é alívio, para outros se torna dor, sofrimento e angústia. Não fomos educados para a morte, por isso mesmo incompletos no viver.

Se hoje sepultamos o corpo humano, somos incitados a dar origens as memórias. Memoráveis são os tempos e oportunidades da convivência salutar… Mortos no corpo, vivos na memória de tantos peregrinos. Andarilhos na história alheia e ao mesmo tempo tocados pelo existir do outro.

Se hoje despedimo-nos, como será nossa despedida? Se agora consolamos, como seremos consolados em nossa partida? Se tornamos a morte menos dolorosa para outrem, como a sentiremos a partir de nós mesmos? – morte minha, minha morte…

O realismo mortificante nem sempre expressa nossa convicção diante dos fatos da existência. Aquele que suaviza a morte um dia será também revestido das mesmas vestes… O fim é imprevisível, por isso inevitável!!!

Pintura: “Deposição de Cristo” de Caravaggio (1603/1604)

5 respostas para “O PARADOXO MORTE E VIDA”.

  1. Avatar de carlinhoscmd87
    carlinhoscmd87

    Parabéns, sabias palavras.

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  2. Avatar de Cristiane
    Cristiane

    “Não fomos educados para a morte”… Isso é fato.

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  3. Avatar de Walace
    Walace

    Sim. A morte ainda assusta a muitos, pois, de fato, não somos adeptos à sua compreensão – seja pela dor, pela memória ou pelos questionamentos.

    A morte nos envolve a todo instante. E isso sempre nos causará perguntas sobre o sentido da realidade. A vida, por sua vez, é desprovida de sentido objetivo, aliás, os seus sentidos são subjetivos (criação do eu), no entanto, alguns sentidos tocam mais profundamente o cotidiano da cultural – e esses sentidos foram e são paradigmas na história.

    Os cristãos defenderão o objetivo da vida pautando-se em um deus – seja ele visto como o supremo ou como um simples e grande pai. Porém, a dificuldade em possuir coerência nessas afirmações é que o fator do eu (e um eu patológico) está presente desde o princípio até o fim.

    Por fim, o paradoxo ainda existirá por muitos anos na cultura ocidental.

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    1. Avatar de Valmir Rodrigues
      Valmir Rodrigues

      Talvez o ser humano não queira viver exatamente num realismo, pois se o assumir para si terá de sofrer as consequências de uma vida trágica. A existência em si mesma é simbólica, pois faz “suportar” o viver e o morrer de modo mais razoável que fosse diretamente. O racionalismo existencial nem sempre poderá nos favorecer a uma vida bem vivida tendo em vista nosso fim: a morte. Todo ser humano, convicto de si, pretende viver um pouco mais. E todo ser vivente pensante é egocêntrico, pois não aceita a partida do outro que lhe é oposto ou diferente. Paradoxos do querer e do ser exatamente…..
      O que as outras ciências diriam sobre esse fato curioso?
      Se não pretendemos falar de assuntos, que nos parecem banais, então não estaremos prontos para abordar elementos mais elevados….

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  4. Avatar de Rosa Pereira Gomes Gonçalves
    Rosa Pereira Gomes Gonçalves

    Para Sócrates, a morte é benéfica, já que a alma separando-se da matéria orgânica, estará livre para chegar ao “saber”.
    Para Epicuro, a morte não significa nada, e assim, não devemos teme-la.
    Cristo disse: “Eu sou a ressurreição e a vida…. crês nisto?”
    EU CREIO!

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