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Decisão Ontológica

Decisão Ontológica

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Uma das características do agir humano é a tomada de decisão. A partir disso nos perguntamos pelos motivos aos quais uma pessoa ou coletividade decide suas ações. De início, de modo razoável e sem muitas teorias, alguém decide movido por emoções e forças internar ou externas próprias de influências. Agimos por nós mesmos, por nossas crenças, pelo uso da dita e cara liberdade. Podendo também movido por forças externas de determinadas situações, que nos levam a agir livremente ou nos forçando a fazer certas escolhas. O existencialista Sartre nos chama atenção  para o fato de que escolhendo ou deixando de o fazer, somos livres. Ela é um aspecto intransponível da condição humana.

Agora, por que fazemos o que fazemos? – saberíamos dar uma reposta adequada a essa questão em nossa vida pessoal? – Nem tudo precisa ser explicado, todavia assumir uma consciência dos nossos atos é de suma importância…

Se desistimos por algum motivo, isso pode talvez arruinar a nossa meta, bem como deixar ou abrir mão de certas escolhas, poderá ser de grande valia posterior. É certo que o objetivo a ser atingido só é possível quando lidamos e ultrapassamos os obstáculos do cotidiano. As distrações reais e virtuais, criada ou inventadas pela nossa consciência, (ativada pelo medo), podem ser destruídas e reutilizadas para passarmos pelos abismos do nosso percurso.

Assumir o próprio existir é ser capaz de escrever ou rascunhar a própria vida! Se estranhos marcam mais nossa existência que a nós mesmos, então deixaremos outrem fazer o que é de direito pessoal nosso. Os outros podem fazer parte, desde que o responsável de si mesmo seja cada um, na sua condição singular de ser e de se manifestar. – Se para a Divindade aplicamos os termos teológicos de Teofanias/Epifanias/Cristofanias, então para o ser humano, como poderíamos chamar? De Antropofanias? – parece razoável. (Não pesquisei no dicionário…[risos internos])…

Antropofanias é, a meu perceber, o ser humano, dotado de razão e sensibilidade, agindo no meio humano e espiritual, buscando, dessa maneira, um sentido para sua vida e conferindo sentido ao que lhe rodeia. Mesmo algo não tendo sentido, o humano lhe confere um para que signifique algo para si. A linguagem sobre os objetos e a compreensão sobre eles é importante.(Ter consciência de dada “coisa”, concede ao ser racional poder e domínio sobre a mesma).

A partir da filosofia do “tudo flui” de Heráclito, o que exige de si mesmo uma permanência é a vontade de decisão! Ela é própria da essência humana. Decidir ou deixar de decidir por livre decisão. Isso não é mero jogo retórico de palavras. É verbalização de um dado da própria natureza humana, criada ou evoluída num tempo determinado da história (C. Darwin).

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