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VOCACIONADOS DO ETERNO

VOCACIONADOS DO ETERNO

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O caminho a percorrer acontece e se desenvolve por meio de uma motivação interior, até mesmo maior que as experiências acidentais ou circunstanciais que podemos viver. A via mestra do nosso fim ultimo é sempre uma vida feliz. Condição essa que implica voltar para o eterno, sem fechar-se para a realidade existencial. Somos impelidos para o sobrenatural, mas ao mesmo tempo estamos lidando, a todo instante, com a realidade humana, material e provisória.

Diante disso, é bom frisar que não somos dualismo e contradição, pelo fato de sermos e poder sermos compreendidos como síntese. Ou seja, somos uma síntese entre o eterno e o temporal, entre o humano e o eterno, entre a vida e a morte, entre o histórico e o permanente. Tudo isso nos leva a crença de que a condição do ser pessoa no mundo pauta-se na lógica da realização da própria condição em que se vive. O que nos falta só pode ser suprido pelo infinito. Assim nos faz refletir o grande pensador Kierkegaard.

O referido autor nos proporciona o seguinte pensamento: “O si-mesmo humano é uma tal relação derivada, estabelecida, uma relação que se relaciona consigo mesma e ao relacionar-se consigo mesma se relaciona com um outro” (2023, p. 11). Na compreensão de quem se é procuramos, nesse desejo profundo, de encontrar-se com o outro, mesmo que seja desconhecido. É no encontro com Deus, por exemplo, o Deus pessoal, é que desvendamos os mistérios do sentido de nossa vida, principalmente mediante nossa vocação.

Nossa vocação é eterna, desde a eternidade o Criador nos sonhou e nos projetou para sermos suas expressões belas e encantadoras, do seu mistério insondável. Desse modo, vocação nasce do eterno coração de Deus. E as palavras de Adonai a Jeremias fundamenta nossa perspectiva humana e espiritual, porque nos conhecia antes de existirmos no ventre materno, e antes de chegarmos ao mundo pelo nascimento, Ele já nos consagrou como sendo seus (cf. Jr 1, 4-10).

Com isso entendemos que o Senhor está sempre nos chamando e esperando de nós uma resposta condizente com o seu chamado, expresso em nossa vocação pessoal. Assim como Cristo olhou para Levi, depois chamado Mateus, também vivenciamos o mesmo olhar. Ele nos olha com um olhar de predileção e misericórdia, e nos convida a segui-lo. Agora requer saber se estamos dispostos a abandonar tudo e colocar-se à caminho.

Você está disposto a seguir Cristo Jesus por um bem maior?

Pintura: Infinito – do italiano Tonino de Luca (2008)

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