O Mês de Maio tem seu início com uma grande celebração no Cristianismo católico, que é a vida de São José, conhecido como o operário ou o trabalhador. Patrono dos trabalhadores universalmente reconhecido. Isso firmou-se em 1955 com o Papa Pio XII, com o intuito de nos elucidar sobre o valor do trabalho para o bem da própria dignidade humana…
Por obra do Espírito Santo trabalhamos, e somos exortados, a trabalhar pela causa do Reino, da Justiça e da Paz. É certo que o poder intrínseco do trabalho consiste no aperfeiçoamento das capacidades e virtudes do ser humano: intelectuais, morais e espirituais. Sendo, assim, uma via benéfica para a vida plena e perfeita. Nos tornando, com isso, participantes da obra da criação e da salvação. Por isso é bom sabermos que Deus cria salvando, e salva criando. E no tempo presente participamos ativamente desse processo salvífico. A salvação não começa no além, mas já no presente concreto da família humana.
É preciso trabalhar, mas também é justo descansar! Assim como Deus trabalhou na obra da criação e no sétimo dia repousou (cf. Gn 2, 2). Nesse sentido, o Trabalho é para o Homem, assim como o Domingo é para o seu Descanso! – Descansar a alma: pela prática religiosa, da fé, das devoções populares; Descansar a mente: pelo lazer, por meio das boas companhias, com experiências recreativas e culturais; Descansar o corpo: pelo sono e repouso merecidos, bem como pela janela dos sonhos realizados, satisfação dos afetos e dos prazeres.
O trabalho é um direito inalienável, ao mesmo tempo que se constitui um dever. Trabalhar para cuidar de si, da família e do próximo. Por isso Paulo nos alerta que não deve comer quem não trabalha (2Ts 3,10). Cientes de que todo trabalhador merece seu salário, seu digno sustento (1Tm 5,18).
Todos têm direito ao trabalho justo e digno: jovens, mulheres, homens, pessoas com limitações intelectuais e físicas. A Doutrina Social da Igreja (DSI) é clara ao dizer que o trabalho é necessário, assim como é um bem de todos (n° 288).
Diante de tudo isso, precisamos de uma atenção redobrada para não sermos maquiavélicos e nem aceitar o maquiavelismo. Em que se pratica o mal, as injustiças no campo do trabalho para se obter o lucro desmedido. Fazendo do ser humano mero instrumento da técnica para fins mercenários. O trabalho é, e não pode ser outra coisa, se não um meio para a conquista do bem da pessoa humana em si mesma. Não se deve injustiçar, alienar e escravizar a pessoa para se alcançar o lucro do trabalho gananciosamente estabelecido, porque o trabalho, esclarecemos, tem como finalidade promover a dignidade de todo sujeito humano.
Mediante o poder que o ser humano vem adquirindo ao longo dos séculos, a Igreja acentua para o fato de que, quanto mais cresce o nosso domínio sobre as coisas, mais aumenta também nossa responsabilidade pessoal e comunitária de nossas adesões e escolhas (Gaudium et Spes, n°33-34).
Bom é ouvir do Salmista que em vão trabalhamos se Deus não trabalhar conosco cf. Sl 127,1). Peçamos a Ele, Senhor da vinha e de toda vida, para estar sempre conosco em nossas tarefas humanas e espirituais diárias, para que possamos construir um mundo onde todos participam da mesma mesa: a do amor que se doa sem medida. Eis o árduo trabalho pela perfeição de nossas vidas!
(São José Operário – 01/Maio)

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