Quem está preocupado com a brevidade da vida? E por qual motivo pensamos que o tempo passou ligeiro sem que vivêssemos tudo o que queríamos? Será que usufruímos do tempo e da vida que nos foram oferecidos oportunamente? – São questões, e tantas outras, que nos provocam a uma reflexão intensa sobre a nossa existência…
O estoicismo, enquanto corrente filosófica, enaltece uma vida pautada na razão, não deixando-se levar pelos sentimentos (sentimentalismo). É próprio dessa doutrina a orientação da vida por aquilo que é mais importante, sem perder a paz de espírito, a tranquilidade e as oportunidades que nos são concedidas…
“Sobre a Brevidade da Vida”, o próprio Sêneca diz que “a vida abandona os demais enquanto ainda se preparam para viver” (2020, p. 17), ou seja, muitos preferem gastar seu tempo se preparando, arquitetando modos de viver, enquanto que a mesma vida escore-lhes pelas mãos como a um fio de água entre os dedos. Há preocupações exageradas com o como viver ao invés de se viver a vida como é possível de ser vivida no fulgor da natureza humana. Dito e certo: “sentimos que passou enquanto não percebíamos que passava” (p. 19). Com isso, somente no fim de tudo é que nos detemos naquilo que é mais importante. E as vezes acontece que desejaremos viver tudo aquilo que não foi vivido no último minuto da vida, que antecede nossa morte. Tarde demais!!!!
Termino dizendo que a nossa vida pessoal só terá um sabor de ter sido bem vivida, quando a dispormos com qualidade e equilíbrio. Busquemos praticar e usufruir daquilo que nos faz mais humanos, melhores, felizes e realizados. Se nos preocupamos apenas com o fim, logo não apreciaremos os meios de cada momento. Escolhamos, antes que seja tarde demais para não podermos mais fazê-lo. Tenhamos esperanças elevadas de nós mesmos!

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