Somos povo a caminho, com corações ardentes e desejosos do encontro com o grande esperado Messias, Jesus Cristo. Assim como Deus vem ao nosso encontro, nós também fazemos esse caminho em direção à Ele, numa correspondência mistérica da fé.
Desse modo, vivemos a esperança messiânica, de um Deus que se fez humano para nos divinazar. E isso já acontece por meio da experiência sacramental. O Humanismo de fundo da realidade da encarnação fundamenta nossa existência e preenche de sentido nosso caminhar.
A conversão do coração é sinal de que amadurecemos ao longo do percurso. Mudamos, não só a direção, mas o modo como abraçamos e vivemos a fé. De tal modo que ainda nos propomos a continuar em permanente estado de transformação, em vista do agir comunicativo de Deus. Porque a Palavra que se encarnou é performativa, nos transforma a partir de dentro, dando sinais por meio dos nossos gestos concretos. Gestos tais que se dá pela alegria, verdade, mansidão, coragem e paz. A espera ansiosa do Filho de Deus, Jesus Cristo (MC 1,1), se dá por uma vida piedosa e santa (1 Pd 3,11), sem a qual não beberemos do manancial da salvação.
Nos preparemos para receber o Senhor em nossa vida. Diferentemente do que podem pensar e dizer as pessoas, de que “Deus tarde, mas não falha”, são Pedro esclarece que Deus pacientemente aguarda a nossa conversão para que assim todos possam ser salvos. Não deixemos para a ultima hora aquilo que podemos fazer no agora da nossa vida. Amemos, perdoemos, ajudemos e nos aproximemos do irmão e de Deus enquanto há tempo.
Vivamos a feliz esperança enquanto pode ser encontrada! Pois, de fato, Jesus Cristo é a nossa Esperança (1Tm1, 1). Aquela esperança pretendida, desejada por Israel, agora é realidade no meio de nós. Ao mesmo tempo gritemos aos quatro cantos do universo: Maranatá – “Vinde, Senhor Jesus” (Ap 22, 20c).
Imagem: Mural do “Nascimento do Menino Jesus” por David Bjorgen.

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